quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Expirações poéticas




"É lindo como a poesia que ressoa dentro de nós, simplesmente flui. As palavras se reúnem em melodia- conversam, dançam, cantam, choram, riem- sem forçar, sem exigir; E a cada conversa, nos aprofundamos em emoções escondidas em cada letra miúda. Sem cobrança do automático de rimas enfáticas e perfeições parnasianas. Por que cobrar? Quando naturalmente elas vêm! Poeta não é aquele que lhes escreve. Mas aquele que vive o que escreve. Aquele que se redescobre, se reinventa. Por que querer ser poeta, quando se pode ser poesia?" 

(Milly Almeida, 03:13, 29/10/2012)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Utopia nubente


Observo teus olhos delibando todo meu ser, vorazmente
Necessito estar perto,
Necessito tocar-lhe,
O muito ainda é insuficiente.

Me anestésico ao extremo de anseio
Deste cálice deleitoso, embriagante
O sangue deste crédulo amante
Que a minha juíza, a cada dia, tem a corroer


Na quimera noite,
Lábios molhados percorrem-me a face
Teu corpo candente sobre o meu a desnudar, sinto ofegar
Estremecer, perder a sustentação, o controle neste enlace

Nada importa,
Somente o carinho, o afago,
A volúpia, o beijo, o amasso
O laço - de cabelo
Que já se perdeu em meio ao transe.

Olho de novo.
O laço ainda está ali,
Eu ainda estou ali
Só você que ainda não veio. 
Mas virá.

(Milly Almeida- 21/05/2012)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Filosofia e natureza





‎"Tudo é mutável. Somos como gramática que se reinventa, que se altera através da linguística das palavras que os próprios seres que a inventaram, a modificam. Cada dia tudo se muda. Tudo se é refeito. Não por originalidade. Tudo aquilo que produzimos é fruto do que consumimos. Nada é original. Apenas desenvolvido, roubado inocentemente, a se tomar por outras proporções. Análises de um mesmo horizonte, por focos distintos. O mundo evolui, assim como evoluímos com ele. Corpo e pensamento. Filosofia e natureza. Verdade. Somos esponja, que abstrai exatamente aquilo que se precisa, ou melhor, que acredita se precisar e então, utiliza-se da forma que bem entende." 

(Milly Almeida' 12/04/2012)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Paranóia



Olho, Procuro, bloqueio, saio,
Volto,
Olho, procuro, bloqueio
Outra vez.
 Sem expectativa...Volto.

Um sinal!
Corro, sento, desbloqueio, procuro,  feliz,
 “finalmente”...
- Em falso.

Bem...
Não que eu esperasse... Não que eu quisesse
Bem que poderia...

Outro sinal!
Vejo. Não o que queria.
Olho pro vácuo.
Vejo moscas que pousam e beijam a mesa
Vejo a mesa sendo beijada pelas moscas- indiferente
Perspectivas.
Outro sinal!
Droga! Esquece!
Isso é loucura.

(Milly Almeida: 18/12/2012)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pura areia






Não tenho mais nada a dizer. O arrependimento é presente e como o mar que invade as praias suga-me tudo, devolve-me pouco. Agora. Sou apenas areia. Quartzos restados. A espera de ondas. Ondas apenas estas, que me façam melhor que estou, que me permitam ser maior do que sou. Sou poeira. Dependo de tudo, porém não mais de mim. Ou talvez sim. Limito-me a meu corpo restado. Sou nada, agora. Sinto dor. Sinto, apenas. Saudade. Amor. Vento.

(Milly Almeida 14/02/2013)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sentido amor



‎"Amor? Não sei. Talvez o sinta. Talvez não. Simplesmente posso sentir, apenas pelo fato de achar que sinto. Ou achar que sinto por sentir. Sentir estar sentindo. Sentindo sentir achar que não sinto, saber que sinto ou querendo escondê-lo por achar, talvez, que não seja bom sentir. Ou simplesmente nem sentir, nem achar. Apenas querê-lo."


(Milly Almeida, 03:00, 29/10/2012)

Aqueles, poucos




Poucos são aqueles que merecem minhas desculpas
Poucos são aqueles que merecem minhas súplicas
Poucos são aqueles que merecem meus escritos,
Meus ditos,
Serem Ouvidos,
Atendidos.

Poucos são aqueles que me tem
Poucos são aqueles que pra mim são “alguém”.
Poucos são os que merecem minha paz,
Sequer capaz
Perpetrar-me querer mais, ser mais
Apaixonar-me.

Poucos são aqueles que merecem minha dor
Minha confiança, meu amor,
Conhecer o olor
De minh’alma inconstante, ilusória, serenamente insana.

Poucos são aqueles
São poucos... Aqueles
Aqueles
São os poucos que fazem diferença.

Milly Almeida (08/05/2012)