sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sexo natural



Há cor
De brisa e carvão
Paixão
Há som,
Há tom
De vermelho, sabão
Que escorrega,

Cambia, proibe
Emoção
desconsidera o botão.

'Feliztece'
E se tece o hematoma
Que se tivesse
Sabor
Seria de preto
Pois se perde
Enlouquece
De emoção
Sem saber.
Ao conhecer
Sem permitir-se dizer
Do que é.
Que se sente
ao não viver
Ou Viver.
 A chuva

O tempo fala,
O chão transpira,
A mão encara
As curvas, sutilmente.

Mentira. Aperta. Esmaga
Dedos cheiram
O aroma que exala
Das sépalas
E as pétalas
Que procuram a chuva
E encontram.
Ao desabrochar da flor
Após o furacão.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Notas antigas



Hoje pensei em você
Não como nos outros dias
E sim nostalgicamente quimérica.

Revi conceitos, revi momento.
Revi olhares, revi gestos e palavras

Revi o sim, revi o não
Asilado pelo talvez, reverso de afirmação.
Revi olhos, brilho, canções
Sorriso ofuscado de timidez e alucinações.

Pensei nos causos compartilhados
Nos afagos arquitetados, idealizados.
Da agora saudade que preenche a mente neste instante
Deste artista de alma cantante
Que me distraía as tardes com o tua compleição.

Revi cadeiras, palavras, frases
Sons, sorrisos, olhares
Lembranças, dedos, violão
Revi emoção
Revi amizade, admiração, afeição.
Hoje

- Vejo saudade.

(Milly Almeida- 10/11/2012)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Patrimônio


Oferta de vida:
Barcos, iates, voos
Da FAB
Vermes em festas,
Presídios e bregas
Filho burguês, roubos
Por mês, sem gays
Sem vês.

Cuecas
Imundas
Bundas e putas.
Vadios. Marketing banal
Natural. Jeitinho. Inter
Nacional.

Sujos que
Surgem e
Sujam o dinheiro
De bolsos e seringas

Sem sentidos
Sem resquícios

Os gigantes veem e dormem(de novo)
Os que ouvem fogem
Os que falam, comem e engolem.

PLACA:
Precisa-se de surdos, cegos e mudos