quinta-feira, 23 de maio de 2013

(Des)Moralismo



(Des) mitificando: Ilusão. Talvez, o querer estar certo, seja o agir errado e esse, o verdadeiro agir certo. Isso simplesmente porque o ser certo não é errado se certo, mas sim errado por se pensar estar certo e não vê-lo errado (dúvida) ou simplesmente neutro. (Perspectivas) Quando se está nas sombras toda luz é incômodo. (Cavernas).  Quem está na luz vê as sombras como desconhecido. (Medo) O cego que julga o mudo por ver, não pode entender quando este se põe a falar, (Desengano). porque lhe falta habilidade, a qual o cego também tem [deficiência] diferente, que acaba por se igualar.  Julgar o certo, quando o certo seja o errar. (preconceitos). Julgar. Abstrair.  Cair. Em que precipício você está? 

Milly Almeida ( 15/05/2013)

sábado, 11 de maio de 2013

Poema qualquer



Palavras aleatórias percorrem o papel como manchas
Borradas de saliva de pensamentos desconexos,
cuspidos de uma mente almejante.

Letras embelezam a aurora de um céu azulado
E se perdem no horizonte das quimeras e enleios naturais.
Que caem.
 Sobre a plumas de vertigem
Antecedendo a manhã, fazendo a manhã
Que Conversa.
Espera
Refazer-se fria e oculta.
Dentro de mim. Fora do papel.
Escrita.
(Milly Almeida*  05/03/2013)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Qualidades em defeitos




“Se você entendesse que eu não quero teu personagem e sim tua alma fidedigna, não desejo o que conheço e sim CONHECER é que desejo. Almejo teu humor sem graça, teu ser inconveniente, repleto de defeitos, de conflitos mancebos, de manias, de ilusões, de falhas, de críticas, de segredos, de dúvidas, de desfalecimentos, de doenças, de tristezas, melancolias extremas, perversão; Quero TUDO, menos conclusões precipitadas e imprecisas. A perfeição - só não existe, como incomoda, chateia, ilude. Necessito do que é real ou verdadeiramente ilusório, a questão é que cabe a mim com auxilio do tempo, decidir o que me interessa, o que me ambiciona ou não. O real pleito é ser entendido para depois entender.” 

(Milly Almeida*  23/06/2012)


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Gritos de silêncio




"Foi-se o tempo em que promessas e afeições tinham algum sentido. É tanta languidez, tanto desgosto, tanta raiva a percorrer-me o corpo. Enrosca-se em mim o clímax da fúria silenciosamente ululante que ascende meu lado inconscientemente amargo e pernicioso. E ele clama por acalanto e desespero. Cansei do provável, do improvável, de tudo, de todos, de mim... Meu corpo se desnudará com o grito de meu silêncio fatigado de minhas palavras."

(Milly Almeida* 07/06/2012)

sábado, 4 de maio de 2013

Medos



Aparecem sobre meu corpo como tatuagens molhadas,
curvas
          que e
                  s
                    c 
                      o
                         r
                           r
                             e
                                m  e  melam
 o chão com meus desesperos

Saiam!
"Esqueçam -me !
Deixem-me com meus espíritos
Leve minhas felicidades!
Devolva-me as dores!
Cansei desta Tortura...
Saia de dentro de mim!
Seja longe de mim!
Seja só!
Permita-me ser só! E embebedada de mim!"


(Milly Almeida* 19/12/2012)

domingo, 28 de abril de 2013

Para o Umbuzeiro por Raineri Caetano



E vai pegar um trem para o umbuzeiro azul
Bater na porta e entrar para o além
É lá que nos vamos nos encontrar
Com os mistérios que cada história tem
Ou vai pegar a bicicleta velha, e vai descer sem freio.
A ladeira mais íngreme pelo caminho do meio
Ali na porta o nosso encontro é certo
Sob a sombra do umbuzeiro azul o longe fica perto
Pega na minha mão e então o que mais dizer?
Bem vindo ao reino da poesia e do real saber
Abre sua pagina escolha a sua história
O livro estará sempre aberto para você agora (...)

(Ranieri Caetano /abril-2013)

sábado, 27 de abril de 2013

Erradas escolhas, certas




E se tudo que eu tenha feito foi errado
E se tudo que tenho vivido seja uma ilusão desmedida
E se todos os meus passos foram desconexos
E se tivesse feito o que queria ou deveria.

E se tudo que quisesse fosse meu
E se tudo que fosse, realmente eu quisesse
E se todos a quem tenho amado imensamente
Porventura, correspondessem, me quisessem

E se tivesse optado por outros caminhos
E se tivesse falado o que queria
Se tivesse calado, quando deveria
Se tivesse  pensado antes de ter dito

Se minhas escolhas foram todas erradas
Se não tivesse tido impulso, ousadia
Se não tivesse amado ou odiado
Se fizesse brisa a ventania

Trilhos escolhidos, traçados
Vida desconhecida, ou amanhecida.
O viver talvez fosse lúgubre
O existir seria então automático
O pensar seria pequeno, limitado
Ou não se fosse pensado, arrumado ?
E se fosse? Não seria eu.


(Milly Almeida - 27/04/2012)